A alternativa para o sistema falido do Euro e do monetarismo

O sono da razão econômica produz monstros Até o momento do Brexit, pouco se discutia ou até se contestava a soberania do sistema euro. Eram considerados radicais setores políticos que criticavam a imposição da moeda supra-nacional desde seu início, com a qual procuravam forçar uma união política europeia via união monetária. A perda do poder Leia mais sobreA alternativa para o sistema falido do Euro e do monetarismo[…]

Madrigal em homenagem a Guimarães Rosa

Como se pode ver em discussões sobre o Ulysses, de Joyce, ou de qualquer outra desses considerados clássicos, “fundamentais”, etc., o entrelaçamento de histórias, o jogo de escalas, as diferentes temporalidades mesmo quando a narrativa se dá no presente – o uso da memória em meio ao fluxo de consciência -, às vezes não importa Leia mais sobreMadrigal em homenagem a Guimarães Rosa[…]

Adolfo Hoffman – São Paulo, 1986 (do dicionário de caracteres de Roberto Bolãno)

Em tempos sombrios não tem como não relembrar de textos antigos, quando já víamos a literatura de contra-insurgência se multiplicar por todas as partes, e seu maior foco intelectual, a cidade de São Paulo. O pensamento se entortou tanto de não mais de dois anos para cá (Sérgio Moro e seu aparato midiático-judiciário é o Leia mais sobreAdolfo Hoffman – São Paulo, 1986 (do dicionário de caracteres de Roberto Bolãno)[…]

Ah, você sabe quem é o Roosevelt! Mas nunca ouviu falar da lei Glass-Steagall? Sei…

Hamilton não era pernambucano, mas também foi Federalista

Roosevelt ficou conhecido por suas medidas econômicas que fizeram reverter a até então maior crise financeira da história, a de 1929. Associaram e ainda associam a relevância de tais medidas a uma suposta influência keynesiana, ou seja, de intervenção estatal na economia e de medidas monetárias expansionistas. Contudo, o afluxo de crédito na produção e a intervenção estatal são modelos anteriores a Keynes, e foi o modelo, conhecido como sistema protecionista, que guiou os Estados Unidos e logo depois a Alemanha, nos dois casos de maior sucesso no processo de industrialização no século XIX. O chamado Segundo Banco dos EUA, dirigido por Nicolas Biddle, por exemplo, seguindo as diretrizes hamiltonianas, foi o responsável pela criação de crédito para a economia física (chamada por alguns de economia real), dentro de um panorama de política econômica que limitava não só as importações, mas também as exportações, no intuito de diminuir a influência das moedas estrangeiras no mercado interno; no caso, a guerra econômica contra a Inglaterra, contra o ouro inglês, visto como inflacionário e anti-produtivo, já que era usado para pagamentos imediatos (fora do sistema de crédito) ou para a poupança que, na época, não utilizava em escala minimamente relevante o ouro como lastro para a liquidez do sistema bancário. Ou seja, poupança, ao contrário da leitura econômica mais tradicional, não significava segurança bancária nem oferta de crédito. Foi a utilização desse sistema econômico que fez os EUA, mesmo com muito menos ouro do que o Brasil, por exemplo (como mostra, por exemplo, Jorge Caldeira em seu livro A nação mercantilista), guiar o maior processo de industrialização jamais visto até então, logo depois seguido pela Alemanha de Bismarck, admirador de List e dos irmãos Carey, ferrenhos opositores do liberalismo britânico.

Essa é a pré-história do que depois será sucedido por debates mais ideológicos, como por exemplo entre os que admiram Adam Smith como precursor de uma política econômica justa e daqueles que preferem Karl Marx. Seu subproduto, é o tipo de discussão nos moldes da Guerra Fria, ou seja, a oposição meramente nominal entre comunistas e capitalistas. Analisar as discussões políticas e econômicas do século XIX é ver sob outros moldes os debates atuais sobre o desenvolvimento e a afirmação da soberania social, para além dos parâmetros de um mundo sob a cortina de ferro.

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