Como nasceu o termo “fake news”? O “Russiangate” e a crise política nos EUA

MIKHAIL/POCHUYEV/TASS/ALAMY

Os jornais da imprensa internacional inventaram o termo “fake news” logo após a eleição de Donald Trump nos EUA. Foi uma vitória que surpreendeu muitas pessoas e os ultraliberais de lá (facção que interpartidária, neoliberal e pró-guerra, como Hillary Clinton e John McCain) começar a acusar os russos de terem interferido nas eleições americanas. É como Putin sempre diz quando perguntado sobre o assunto (ver a entrevista dada a NBC logo após seu pronunciamento bombástico em 1º de março): “Não existem qualquer provas de que o Estado russo tenha interferido em eleições estrangeiras. Contudo, nenhum ofício do governo americano foi enviado à minha administração. O que existe são acusações da imprensa e de ex-funcionários do governo hoje investigados. Os EUA dizem para mim que podem interferir nas eleições de qualquer país porque estão levando a democracia, mas os russos não podem porque são autocratas” (tradução não literal da entrevista acima citada). […]

O que é uma obra de arte? A revista Documents, de Georges Bataille

 

 

A criação de uma não-revista: o único meio de se falar de Arte

Aos 31 anos de idade, Georges Bataille passou a dirigir, de forma oculta, a revista Documents, durante apenas dois anos, mas não menos decisivos, 1929 e 1930. Deveria ser, pelo menos na intenção de seus patrocinadores, uma “verdadeira” revista de arte, fartamente ilustrada, com edições luxuosas e seguindo as diretrizes iconográficas, como apontadas por nomes como Erwin Panofsky, Fritz Saxl e Piero Toesca. “Mas, como se sabe, Bataille fez muito mais do que jogar aquele jogo. Parafraseando aqui sua célebre expressão relativa à noção, ou, antes, ao uso do dicionário, poderíamos dizer que, para ele, uma revista de arte devia começar – ou começar a explodir – a partir do momento em que não oferecesse mais o sentido, mas as tarefas das imagens[1]”. A negação do que seria o sentido em arte, a tarefa da iconologia, fez da Documents a revista de arte por excelência, ou seja, ao negar o sentido e colocar em funcionamento a tarefa das imagens: […]

Lula em “pratos limpos”

Os juizes celebridades italianos

Praticamente toda a “força tarefa” da “mani pulite” se engajou na política.

Texto de minha autoria publicado no Brasil Debate

Ao tratar da Lava Jato, o presente artigo busca não os desdobramentos da operação, mas suas origens, no artigo escrito em 2004 por Sérgio Moro em que exalta a operação Mãos Limpas, na Itália. A colaboração da Transparência Internacional foi fundamental para que a operação fosse realizada, assim como os movimentos de consolidação do sistema euro no país. Buscamos os fundamentos históricos de ambos os fenômenos no que Michel Foucault chamou de “grande encarceramento”, e os fundamentos filosóficos a partir do conceito de “sistema da crueldade”, de Friedrich Nietzsche. Trocam-se as “mãos limpas”, como o protótipo de muitos juízes, Pôncio Pilatos, pelos “pratos limpos”: com Lula, pratos limpos por causa da fome saciada; com Moro, por causa do aumento alarmante da miséria. […]

Putin Dá um Novo Choque ‘Sputnik’: “Eles agora terão de nos ouvir!”

Declaração Anual de Putin a Assembleia Federal, 01 de março de 2018 – Moscou (en.kremlin.ru)

A exclusão da Rússia dos tratados ABM (sobre a construção de mísseis anti-balísticos) em 2002, assim como a crescente presença da OTAN nas fronteiras russas (considerada uma “Crise dos mísseis” invertida”), principalmente depois do golpe de Estado na Ucrânia, fizeram com que a Rússia de Putin respondesse de maneira surpreendente às ameaças de guerra, fazendo lembrar os dias mais angustiosos da Guerra Fria.
 
Quando vemos em ação o chamado “perigo vermelho” por aqui, principalmente no campo da esquerda, que sofre seus ataques, vemos que participamos de um enredo muito mais amplo e complexo – e perigoso. Qualquer semelhança com a década de 1960 não é coincidência. 
 
Abaixo, o artigo traduzido por mim para a Executive Intelligence Review


Por Helga-Zepp-LaRouche, fundadora do Instituto Schiller Internacional

Para ler o artigo completo no formato pdf, em inglês, clique aqui.


Atualizado, com a revisão final do texto, em 9 de março de 2018.

Por Helga-Zepp-LaRouche, fundadora do Instituto Schiller Internacional

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Aldo Rebelo: misturar-se de uma vez com o todo

@aldorebelo
Foi difícil resumir o texto para apresentá-lo aqui na chamada. Fica só um breve parágrafo logo abaixo e que dificilmente dá conta do todo. Para quem acha que entende de política e de políticos, mas não conhece o papel de verdadeiro protagonista de Aldo Rebelo agora e nos últimos anos – pelo menos – não entende nada nem de uma nem dos outros. Ampliar o campo de nossa visão, compreender as diferentes estratégias, são as armas mais básicas para se ter a consciência tranquila e ter domínio da prática política mais concreta. Talvez isso que, muito simplesmente, a figura de Aldo Rebelo (na imagem, trajado como o Manuelzão de Guimarães Rosa) representa.

“Misturar-se de uma vez com o todo é saber da plataforma importante que foi construída ao longo dos anos, uma verdadeira abertura social que dificilmente será encerrada como esperam toda a histeria e sanha persecutória de seus inimigos. Misturar-se é ter a clara consciência do que é todo esse trabalho, de como ele se desenvolve, sem apelos a palavras de ordem ou a ideologias de gênero variado. Aldo Rebelo, como um homem simples acima de tudo, encarna esses ideais e por isso é um interlocutor privilegiado do lado democrático de nosso país. Escrever sua biografia seria escrever a história contemporânea do Brasil sob um ponto de vista privilegiado, no que muito ajudaria, em seu aspecto conjuntural, a entrever as conquistas e os desafios que estão vindo pela frente”.

Esse texto pode ser considerado também como a anti-imagem de Ciro Gomes. A ver.

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