Como nasceu o termo “fake news”? O “Russiangate” e a crise política nos EUA

MIKHAIL/POCHUYEV/TASS/ALAMY

Os jornais da imprensa internacional inventaram o termo “fake news” logo após a eleição de Donald Trump nos EUA. Foi uma vitória que surpreendeu muitas pessoas e os ultraliberais de lá (facção que interpartidária, neoliberal e pró-guerra, como Hillary Clinton e John McCain) começar a acusar os russos de terem interferido nas eleições americanas. É como Putin sempre diz quando perguntado sobre o assunto (ver a entrevista dada a NBC logo após seu pronunciamento bombástico em 1º de março): “Não existem qualquer provas de que o Estado russo tenha interferido em eleições estrangeiras. Contudo, nenhum ofício do governo americano foi enviado à minha administração. O que existe são acusações da imprensa e de ex-funcionários do governo hoje investigados. Os EUA dizem para mim que podem interferir nas eleições de qualquer país porque estão levando a democracia, mas os russos não podem porque são autocratas” (tradução não literal da entrevista acima citada). […]

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A demonização do inimigo

Poderia até pedir desculpas pela afirmativa contundente, mas a questão é que o mesmo grupo político nos EUA que tentam derrubar Trump pela balela do chamado “Russiangate”, derrubaram Dilma e estão umbilicalmente ligados ao Ministério Público brasileiro. O promotor Robert Muller, encarregado de investigar as “conexões russas” de Trump e a suposta influência dos antigos soviéticos nas eleições americanas, dirige Andrew Weissman, especialmente designado por Muller para compor sua tropa de choque após este ter ocupado a chefia da Seção de Fraudes do DOJ (Departamento de Justiça americano). Como já é sabido, Weissman foi retirado da equipe de caça às bruxas porque deixou muito claro sua parcialidade a favor de Clinton e seu servilismo diante da procuradora geral de Obama. Agora cada vez que se menciona Weissman na imprensa estadunidense, é para fazer referência à profunda corrupção que inunda o Departamento de Justiça e o FBI.

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